segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O Poder da Doçura.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=112690&picture=patos-canadenses

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.

O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante, o que era um pequeno rio, se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.

A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara, com paciência, caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.

De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos, que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913:

"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."

Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas. E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante.


Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas á se encontram a postos, agindo... 

- autor desconhecido- 

NÃO BASTA VER.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=187390&picture=montanhas-da-nova-zelandia

"E logo viu, e o foi seguindo, glorificando a Deus.
E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus."
- (LUCAS, 18:43.)

A atitude do cego de Jericó representa padrão elevado a todo discípulo sincero do Evangelho.
O enfermo de boa-vontade procura primeiramente o Mestre, diante da multidão. Em seguida à cura, acompanha Jesus, glorificando a Deus. E todo o povo, observando o benefício, a gratidão e a fidelidade reunidos, volta-se para a confiança no Divino Poder.
A maioria dos necessitados, porém, assume posição muito diversa. Quase todos os doentes reclamam a atuação do Cristo, exigindo que a dádiva desça aos caprichos perniciosos que lhes são peculiares, sem qualquer esforço pela elevação de si mesmos à bênção do Mestre.
Raros procuram o Cristo à luz meridiana; e, de quantos lhe recebem os dons, raríssimos são os que lhe seguem os passos no mundo.
Daí procede a ausência da legítima glorificação a Deus e a cura incompleta da cegueira que os obscurecia, antes do primeiro contato com a fé.
Em razão disso, a Terra está repleta dos que creem e descreem, estudam e não aprendem, esperam e desesperam, ensinam e não sabem, confiam e duvidam.
Aquele que recebe dádivas pode ser somente beneficiário.
O que, porém, recebe o favor e agradece-o, vendo a luz e seguindo-a, será redimido.
É óbvio que o mundo inteiro reclama visão com o Cristo, mas não basta ver simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergar podem ser bons narradores, excelentes estatísticos, entretanto, para ver e glorificar o Senhor é indispensável marchar nas pegadas do Cristo, escalando, com Ele, a montanha do trabalho e do testemunho.


Livro: Vinhas de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier

domingo, 28 de agosto de 2016

Amor e Progresso.

Fonte da imagem: http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=29239&picture=natureza-de-fundo-11

Mediante o amor, todos despertarão para as responsabilidades que lhe dizem respeito.
O amor é o mais prodigioso fomentador do progresso moral, do qual decorrem todas as demais formas de desenvolvimento.
Quando não viceja no ser humano as conquistas realizadas, por mais br4ilhantes, tendem à destruição ou são filhas especiais do egoísmo, que as realiza para atender fins nem sempre respeitáveis.
A atualidade tem-se feito caracterizar por muitas formas de progresso, que têm impulsionado a cultua e a civilização a níveis elevados, não obstante a vigência dos crimes hediondos, da fome estarrecedora, das enfermidades infecto-contagiosas, das guerras contínuas, dos abusos do poder, dos preconceitos ainda não erradicados, da intolerância de vário matiz, dos descalabros morais por meio dos vícios destruidores como o alcoolismo, o tabagismo, as doenças químicas...
A Ciência e a Tecnologia têm impulsionado o individuo a relevantes realizações, porém esquecidas do amor, e dessa forma as máquinas que ele criou substituem-no, desumanizam-no enquanto o super-povoamento das grandes cidades alucina-o, tornando-o mais agressivo e estressado.
Não obstante as propostas sociológicas que se multiplicam, esse cidadão perde a identidade e confunde-se na massa que detesta, tornando-se violento e sentindo a sua existência quase sem objetivo.
Os veículos de comunicação, com o seu imenso poder de conduzir notícias, invadem os lares em toda parte, especialmente a televisão, e os abarrotam com informações
ligeiras, raramente esclarecedoras e profundas quando da abordagem dos temas de alta significação, libertadores de consciência e tranqüilizadores da emoção, apresentando, ao invés, muitos fatos escabrosos que ele desconhece e, não poucas vezes, estimulam-no a lutas ferozes, nas quais os demais são-lhe inimigos em potencial. Infelizmente, esses veículos dão preferência às licenças morais devastadoras, criando uma cultura pessimista e reacionária, na qual o ódio, a frustração, o desespero assumem papel de importância na conduta interior e na maneira de viver na sociedade.
A família, embora o patrimônio multimilenário de que se constitui, sofre os camartelos da agitação e do desconcerto de que se tornou vitima, transtornando-se e esfacelando-se, tornando-se campo de rudes batalhas malsucedidas.
... E o ser humano superconfortado transita sob injunções tormentosas, derrapando em transtornos neuróticos, psicóticos, mergulhando no fosso da desolação.
Sucede que o progresso, sem amor, está sem Deus, portanto, sem o alicerce seguro do equilíbrio e da libertação das vidas dos seus atavismos primitivos, que as escravizam no primarismo de onde procedem.
Torna-se urgente uma revisão de conceitos em torno do progresso e das suas propostas, a fim de que seja realizada uma ação renovadora e saudável, propiciando relacionamentos felizes entre as criaturas.
Esse ministério somente pode ser desempenhado pelo amor.
É inevitável que a máquina robotize muitas atividades, solucionando com razoável perfeição os misteres que lhe estão programados. Entretanto, cumpre ao ser humano encontrar soluções outras e mecanismos sábios para atender aos desempregados, àqueles que foram substituídos nas empresas e fábricas, nos laboratórios e no campo...
Tal compromisso diz respeito ao amor e à compaixão.
*
O amor fomenta o progresso, nunca eliminando a criatura humana, sua meta e seu destino.
De que adianta um mundo tecnologicamente bem equipado, com criaturas fantasmas de si mesmas, sem objetivos de alta significação, transitando entre aspirações imediatas e prazeres fugidios?
O ser humano é grande investimento da Divindade, que aplicou centenas de milhões de anos na sua construção, conduzindo-o, passo a passo, na longa travessia das experiências de crescimento.
Mediante o amor, de que se constitui, e na maioria ainda se encontra em latência, conseguirá romper os envoltórios resistentes, para sair a flux e desenvolver as aptidões, aumentando o campo de realizações que lhe dizem respeito.
Por meio da lucidez do amor, a Tecnologia trabalhará em favor da paz, jamais promovendo guerras de extermínio, a soldo das ambições desmedidas dos indivíduos e de governos alucinados, egotistas e mercenários.
Os poderosos auxiliarão os fracos, emulando-os à conquista de recursos dignos, mediante os quais adquirirão valores para a existência saudável.
O comércio terá características humanitárias e não apenas de exploração do homem pelo homem, gerando a escravidão monetária, qual vem ocorrendo lastimosamente.
As indústrias respeitarão os direitos do cidadão, mediante horários de trabalho justo e espaços para repouso, espairecimento e estudo, mas também preservarão a Natureza.
O ser humano não foi criado para ter as suas forças exauridas, como se fora uma alimária infeliz, no justo momento em que os amigos dos animais levantam-se para profligar contra o abuso e a impiedade com que muitos os tratam.
A agricultura receberá maior respeito, tornando-se milagroso instrumento de provisão para as multidões, que não mais experimentarão fome ou escassez de alimentos.
O tráfico, em todas as formas como se apresente, será diluído na solidariedade que há de viger entre os seres pensantes da Terra.
Porque, mediante o amor, todos despertarão para as responsabilidades que lhes dizem respeito, e não apenas para os interesses mesquinhos que os submetem às tormentosas lutas de predomínio e de loucura.
Como é possível uma sociedade, na qual alguns poucos detêm o poder financeiro, que todo o restante da população do mundo, somada, não consegue sequer aproximar-se, menos ultrapassar?! Como estabelecer-se uma cultura, em nome do progresso, na qual a miséria total espia com a ira a abundancia e o desperdício acintoso dos poderosos?! Como aguardar-se a paz social, estabelecida por tratados internacionais de conveniência, firmados pelas Nações mais desenvolvidas e ricas da Terra, olvidando-se dos estertores agônicos daquelas outras que lhes
sofrem as injunções penosas, na condição de escravas, sem direito à palavra, à liberdade, à esperança, encontrando-se na linha abaixo da miséria estabelecida?!...
Tudo isso ocorre somente porque o amor não foi consultado, quando se cuidou de desenvolver o progresso do mundo, longe dos sentimentos da compaixão e da solidariedade para com o próximo, que não é apenas aquele que está mais perto, senão todos os seres existentes.
*
O amor verdadeiro, portanto, é aquele que se estabelece em todos os segmentos sociais, culturais, científicos, religiosos, artísticos, priorizando sempre a criatura humana, seu objetivo, sua razão de existir...
Com o seu hálito vivificador, comanda as consciências e os sentimentos, nunca permitindo que alguém deseje, ou faça com outrem, aquilo que não gostaria que lhe fosse feito.
Quando essa compreensão abarcar os homens e as mulheres, conduzindo-os pela trilha da evolução, o progresso será real, profundo e plenificador.
Começa, então, desde agora, com esse compromisso de amar, não pensando em resultados, exceto os do próprio amor.

O futuro encarregar-se-á de levá-lo até onde não consigas chegar, e isso sim, é o que se faz importante.

Divaldo Franco (médium)

Joanna de Ângelis (Espírito)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Blogagem Coletiva de 7 anos do blog espiritual-idade.


Esse post faz parte da blogagem coletiva de encerramento da festa de 7 anos do blog espiritual-idade da amiga Rosélia, vale a pena conhecer, amigos. Mas vai lá mesmo, ela é uma querida, eu garanto!!! :)))

O selinho que fez parte das comemorações:

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Atitude.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=98744&picture=flores-tabebuia

Atitude, aliás, desculpista, em que se estribam os frívolos e irresponsáveis:
a da mudança de comportamento mediante a conquista deste ou daquele capricho.
Aludem que lhes falta o estímulo adequado para uma conduta sadia, de responsabilidade, escusando-se por meio da acusação de que o mundo lhes é hostil ou de que não são compreendidos.
Certamente que a hostilidade não é da sociedade para com eles, porquanto, deslocando-se do modus operandi comportamental a que todos se impõem, são eles os que hostilizam o chamado status quo, rebelando-se. Têm o direito de fazê-lo e o fazem, não, porém, se devem propiciar a curiosa fuga psicológica no arrimo de que a marcha dos acontecimentos deveria mudar a rota, a fim de segui-los...
Outrossim, a compreensão que insistem por merecer, resulta de um enfoque falso da realidade.
O homem, colocado no contexto social, se o descobre deficiente ou incompleto, tem o dever de compreender a situação, empenhando-se por mundificar-lhe as estruturas, a expensas de esforços e atitudes realmente válidos, com que motivará outros a segui-lo.
Eis porque os que vivem na comodidade e na fuga aos compromissos relevantes não merecem maior respeito, antes piedade, e, quando não, a indiferença. O mesmo sucede em relação aos precipitados que se utilizam da violência e do crime, apoiando-se em falsos conceitos para a mudança da vigente ordem social - a qual se faz presente em qualquer tempo, desde que o homem, por instinto, é um agressivo, pela razão, um experimentador de mecanismos novos, esquecido de que a máquina da destruição enfurece os que lhe padecem o espezinhar e respondem através da repressão violenta, até que o ódio combura, na mesma fornalha, os contendores, ambos celerados em desenfreada alucinação egoísta.
Metodologia eficaz para as mudanças que sempre se pretende, en passant, a própria transformação moral do indivíduo, influenciando o seu meio social, adquirindo valores éticos-culturais-profissionais com que interfira positivamente no comportamento da comunidade, armando-se de experiência para os graves cometimentos que a vida lhe concederá, quando chamado ao exercício das posições que ora combate, não se deixando anestesiar quando lá se encontre, ou sucumbir sob a títere dominação dos grupos chamados de "primeira linha"...
O problema da Humanidade, antes que socioeconômico é sócio moral. O homem, deslocado de um meio social corrupto ou primário, necessita de educação para adquirir hábitos que o capacitem a uma vida consentânea com o ambiente onde será colocado a viver. Mesmo quando o índice monetário per capita é de alto nível, observam-se os calamitosos resultados morais, se lhe faltam os valores espirituais imprescindíveis para um padrão médio de vida em clima de felicidade e de paz.
Observe-se, por exemplo, ó alto índice de suicídios nos modernos países de elevado nível económico, gerador de frustrações e inutilidade nos seus membros.
É óbvio que os fatores criminosos das favelas insalubres, dos bairros da miséria, dos amontoados grupais, nos guetos da vergonha mais facilmente proliferam na revolta, na agressividade, quando as condições de sobrevivência infra-humana reduzem os seres a coisas sem valor, desrespeitada na sua integridade de criaturas de Deus...
Os promotores da miséria e os seus fomentadores, os que mantêm o comércio da ilicitude, os pugnadores dos explorados "direitos humanos" que se nutrem da humana carne das vítimas dos seus establishments não se furtarão à amargura e ao açodar da consciência em acrimoniosas acusações, embora se escudem na aparência de poderosos e de gozadores.
O olhar das criancinhas misérrimas e esfaimadas, a viuvez decorrente da tuberculose e da escassez de pão, a farta multidão dos desempregados e a dor dos mutilados do corpo, da mente e da alma compõem uma patética que lhes cantará aos ouvidos da alma torpe a litania lamentosa e acusadora da traição que praticam contra Deus, o próximo, a humanidade e eles próprios...
Por isso, a importância do homem-espiritual, do homem-ético forjado no Cristo, cuja mensagem, sempre atual e revolucionária, prossegue um desafio gritante aos ouvidos moucos dos utilitaristas e hedonistas gananciosos, esperando por ser atendida.
Claro está que, a breve digressão, objetiva desjustificar as escusas e promessas em que se estribam os fátuos como os levianos, a fim de manterem a conduta irregular.

Autor: Victor Hugo

Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Calvário de Libertação.